sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

NÓS E O SLB

Com o clube da Luz, pelas 10 épocas desportivas, a NOS fechou em dezembro do ano passado um acordo de 400 milhões de euros, com montantes progressivos anuais.


 No primeiro ano, o Benfica iria receber 36 milhões de euros, disse Miguel Almeida aquando da apresentação pública do acordo com o Clube. O impacto do futebol fez-se sentir nos custos operacionais da NOS. 

Até setembro a companhia registou 692,3 milhões de euros de custos, mais 5,2%. Com os custos diretos a subirem 4,7%, para 334,9 milhões (+4,7%). “A principal causa deste aumento é o custo adicional com programação resultante do processo de licitação competitivo por conteúdos desportivos premium que ocorreu nas últimas semanas de 2015 e no início de 2016. 

No sentido de assegurar que todos os consumidores poderão ter acesso a todos os conteúdos desportivos relevantes seja qual for o seu operador, todos os operadores do mercado Português chegaram a um acordo de partilha recíproca de canais desportivos e de clubes, com partilha proporcional dos custos associados a estes conteúdos”, explica a NOS no relatório e contas. 

“Os custos de programação da NOS aumentaram mais de 18% no primeiros nove meses de 2016 face aos 9 primeiros meses de 2015 em resultado dos novos custos de conteúdos relacionados com contratos de clubes que entraram em vigor no início da nova época futebolística.

 O aumento dos custos com conteúdos também está relacionado com uma alteração na estrutura de custos do modelo de distribuição da Sport TV para todos os operadores do mercado, e que resultou da necessidade de introduzir um modelo mais sustentável financeiramente.” A Vodafone, recorde-se, entrou no capital da Sport Tv passando a deter 33,33% da empresa. 

A PT está a negociar a entrada no capital da empresa, estando o processo na fase de due dilligence. Este aumento de custos com os conteúdos desportivos estará na origem do aumento de preços que a NOS irá realizar já em dezembro. Partilhe esta notícia   - Veja mais em: 

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Vídeo amador acusa Bruno de Carvalho com... por

Águias estreiam bilhete coletivo com o Tondela



Águias estreiam bilhete coletivo com o Tondela

O Benfica inicia esta sexta-feira, a partir das 15 horas, a venda de bilhetes para o jogo com o Tondela, agendado para 22 de janeiro, às 16 horas, no Estádio da Luz, referente à 18.ª jornada da Liga.

O Benfica inicia esta sexta-feira, a partir das 15 horas, a venda de bilhetes para o jogo com o Tondela, agendado para 22 de janeiro, às 16 horas, no Estádio da Luz, referente à 18.ª jornada da Liga.

A venda terá como novidade o bilhete coletivo, que, segundo o clube, visa proporcionar a possibilidade de grupos de amigos, estudantes, colegas de trabalho, turistas e famílias assistirem juntos aos jogos em casa da equipa principal de futebol.

O preço é variável consoante o número de pessoas do grupo (entre 3 e 11), sendo que o desconto obtido aumenta quanto maior for o grupo e está relacionado com o preço base do bilhete individual para o jogo.

O bilhete coletivo é exclusivo para o Piso 3 do estádio.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017







«O tempo de Jesus está a esgotar-se. Pode parecer um paradoxo, porque todos já se conhecem bem melhor, mas Jorge Jesus tem a vida dificultada nesta sua quarta época ao serviço do Benfica.

 O seu êxito na Luz foi demasiado rápido, aquilo que se quer e se pede, de acordo com as visões imediatistas dos dirigentes do sul da Europa.

 Chegou ao Benfica e, quase instantaneamente, montou uma equipa, definiu um padrão e uma matriz de jogo. Não deu tempo a que se colocassem dúvidas e interrogações. Fez o que achava que tinha de fazer e, não dando tempo a si próprio, não deu tempo também aos eventuais contestatários.

 Colocou o Benfica na rota das vitórias, com um futebol moderno e atractivo. A Luz encheu-se para ver o Benfica-da-pressão-alta, espectacular e mandão. 

Um Benfica, indiscutivelmente, com a "marca JJ", resultante das vivências de um treinador apaixonado pela "escola holandesa", que andava desaproveitado em equipas de menor dimensão. Também por isso Jorge Jesus não teve tempo para compreender, de imediato, todas as valências correspondentes a um clube de futebol com a dimensão do Benfica, e terá tido os seus momentos de deslumbramento, absolutamente normais para um técnico pouco habituado aos holofotes da ribalta. Jesus teve de fazer o seu caminho, aculturando-se e exibindo também alguma dificuldade e nesse trajecto exibiu sinais de intolerância, exteriorizou alguns gestos menos próprios, até recentes (Dusseldorl), convencido de que o seu amor à profissão, o nível de convicções e o conhecimento futebolístico seriam suficientes para lidar com seus próprios défices e as limitações da estrutura. 

O êxito da sua primeira época no Benfica convenceu, totalmente, Luís Filipe Vieira. E Jesus conquistou poder na Luz. Não havia nada, do foro futebolístico, que não passasse por ele. São conhecidas as declarações a dar conta de conversas pela madrugada com Jesus a recomendar jogadores ao presidente.

 Esse tempo caducou porque, entretanto, as duas épocas que se seguiram diminuíram o efeito do impacto da primeira época. Não foi apenas a questão (da perda) do título.

 Foi a questão de um Benfica espremido até á medula. Foi a sensação de um Benfica subitamente rebentado. Foi acima de tudo o Benfica a soçobrar perante o FC Porto.

 De repente, ao fim de três épocas, estava tudo posto em causa. O estilo de jogo, as opções, a gestão técnico-táctica e fisica. Já Rui Costa tinha levado um "chuto para cima", já Carraça havia sido destacado como elo de ligação entre o treinador e o presidente, já a estrutura tinha sido aparentemente retocada de modo a fortalecer a liderança do chefe da equipa técnica.

 No final da época percebeu-se que as dúvidas tinham assaltado, igualmente, o presidente sobre a utilidade de Jesus no Benfica. 

Houve um compasso de espera que desgastou imenso a figura do treinador. Talvez porque Vieira não tivesse conhecido êxito nas diligências para substituir Jesus, o "voto de confiança" acabou por surgir novamente.

 Depois, acontece o que e habitual nestas circunstâncias: o desgaste existe, é indisfarçável e condiciona o diálogo. Não acredito que a deficiente arquitectação do plantel para 2012/13 seja uma prova de incompetência ou desconhecimento. Só pode ser diálogo insuficiente. A manobra de Jesus é, muito pequena. Amanhã, no Bonfim não pode falhar. É que Vieira está em ano de eleições e pode precisar desse "trunfo" para calar as hostes.» - Rui Santos, jornal Record, 25 de Agosto de 2012.